Fraturas do colo do fêmur: por que acontecem e como prevenir?

4 de julho de 2024
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As fraturas do colo do fêmur representam um grave problema de saúde, especialmente entre a população idosa, onde são mais prevalentes.

Esse tipo de fratura ocorre frequentemente devido à combinação de ossos enfraquecidos e quedas acidentais.


Por isso, a compreensão dos fatores que contribuem para o risco dessas fraturas é essencial para desenvolver estratégias eficazes de prevenção.


Acompanhe neste artigo!


O que é o colo do fêmur?


O colo do fêmur é a parte longa do osso da coxa que se conecta à cabeça do fêmur, como se fosse o pescoço do osso do fêmur, formando a articulação do quadril.


É uma região comum de apresentar fragilidade e, por isso, comum de quebrar.


Com o aumento da expectativa média de vida da população, houve também um aumento do número dos casos de fratura do quadril. 


Contudo, devemos ressaltar que a fratura no quadril, principalmente em idosos, apresenta altas taxas de morbidade e mortalidade.


Além disso, o número de fraturas em jovens tem aumentado devido ao aumento do número de acidentes de trânsito. 


Quais as principais causas das fraturas no colo do fêmur? Quais são os fatores de risco?


As principais causas das fraturas no colo do fêmur são quedas, principalmente em idosos, sendo que o osso quebra devido à fragilidade óssea.


Traumatismos diretos ocasionados por acidentes de carro ou quedas de altura também causam essas fraturas. 


Além disso, outras causas são a osteoporose, câncer ósseo, uso de medicamentos, como corticosteroides, e doenças que enfraquecem os ossos, como a osteogênese imperfeita.


Podemos citar como principais fatores de risco:


Os que diminuem a massa óssea: 


  • Osteoporose;
  • IMC baixo;
  • Baixa atividade;
  • Uso de tabaco;
  • Pouca exposição solar.


Os que aumentam risco de quedas:


  • Fraqueza muscular ou redução do reflexo;
  • Alteração de marcha e equilíbrio;
  • Problemas neurológicos;
  • Alteração visual; 
  • Pressão arterial lábil.


Existem sintomas prévios que podem alertar para um risco aumentado de fratura?


Sim, existem alguns sinais e sintomas que podem alertar para um risco aumentado de fratura, tais como:



  • Dor ou sensibilidade óssea persistente;
  • Fraqueza óssea ou diminuição da densidade mineral óssea, que pode ser diagnosticada por meio de exames de densitometria óssea;
  • Histórico pessoal ou familiar de fraturas frequentes ou osteoporose;
  • Idade avançada, principalmente após os 65 anos;
  • Uso prolongado de certos medicamentos, como corticosteroides;
  • Presença de condições médicas que afetam a saúde dos ossos, como osteoporose, artrite reumatoide ou hipertireoidismo;
  • Quedas frequentes ou dificuldade de equilíbrio;
  • Dieta pobre em cálcio e vitamina D;
  • Sedentarismo ou falta de prática regular de exercícios físicos;
  • Tabagismo e consumo excessivo de álcool.


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Assim, se você apresentar um ou mais desses sinais, procure o ortopedista especializado o quanto antes para avaliação e aconselhamento adequado sobre como reduzir o risco de fraturas.


Ressaltamos ainda que, no caso da ocorrência da fratura de colo de fêmur, o sintoma mais comum é a dor na virilha associada ao encurtamento do membro inferior afetado e incapacidade de marcha.


Além disso, a dor pode irradiar para coxa ou joelho. 


Quais são os tratamentos disponíveis após uma fratura do colo do fêmur? A cirurgia sempre será necessária?


Na maioria dos casos, o tratamento da fratura no quadril demandará o tratamento cirúrgico e, quando feita precocemente, a cirurgia pode diminuir o risco de mortalidade do paciente.


Ademais, a execução da cirurgia irá proporcionar uma recuperação com menos dor e complicações.


Ou seja, o tratamento cirúrgico está relacionado ao menor tempo no hospital, melhor reabilitação e menor mortalidade.


Assim, as cirurgias de tratamento de fraturas do quadril são consideradas cirurgias de urgência e, dependendo do tipo de fratura, podemos utilizar parafusos, placa, haste intramedular ou prótese de quadril.


O tratamento conservador pode ser uma opção, porém, geralmente é uma exceção, devido ao quadro clínico ou histórico do paciente. 


Qual a importância da reabilitação após a fratura do colo do fêmur?


Em geral, as fraturas se consolidam entre 6 e 8 semanas.


Entretanto, o tempo de recuperação de cada paciente pode variar de acordo com alguns fatores, como a gravidade da fratura, a técnica cirúrgica utilizada, o quadro clínico do paciente e a reabilitação.


Assim, iniciar a fisioterapia o mais breve possível será essencial para trazer o paciente ao seu ambiente e rotina. 


Além disso, será muito importante para evitar complicações associadas a fratura, como depressão ou infecções oportunistas, por exemplo, a pneumonia ou infecção urinária.


Vale ressaltar que a sustentação do peso é muito importante para que o paciente tenha uma recuperação ideal. 


Que medidas preventivas podem reduzir o risco desse tipo de fratura?


Um dos principais fatores para as fraturas no quadril são as quedas, que ocorrem por circunstâncias multifatoriais.


Para preveni-las, é importante fazer profilaxia e tratamento de doenças clínicas crônicas, como por exemplo a osteoporose.


Também devemos priorizar hábitos de vida saudável baseados em boa alimentação e atividades físicas de rotina.


Outro ponto essencial será organizar o ambiente do idoso, ou seja, ter cuidado com escadas, tapetes, objetos largados no chão, presença de animais, calçados e iluminação.


Nesse sentido, para garantir a segurança do paciente e prevenir quedas, é essencial educá-lo, realizar revisões periódicas dos medicamentos de uso contínuo, ter cuidado ao se deslocar pela casa à noite e utilizar apoios para se levantar e sentar.


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Dessa maneira, será possível evitar ou diminuir o número de acidentes domésticos dos idosos e, consequentemente, as fraturas no quadril. 


Lembre-se que, diante de uma queda ou quaisquer sintomas nesta região, será essencial procurar o ortopedista especialista em quadril para fazer um diagnóstico preciso e, se necessário, iniciar um tratamento o quanto antes.



Então, evite complicações mais sérias e agende uma consulta o quanto antes!


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